Mais de 70 participantes se reuniram em três dias de trocas, aprendizado e integração entre pesquisadores, gestores, condutores de turismo e parceiros comprometidos com a conservação do bioma e das espécies ameaçadas de extinção.

Entre os dias 21 e 23 de agosto, o Parque Estadual do Rio Doce (PERD), em Minas Gerais, sediou o V Seminário de Pesquisas Integradas, reunindo mais de 70 participantes entre pesquisadores, gestores, condutores de turismo e colaboradores que atuam na unidade de conservação. O evento marcou um importante ciclo de cinco anos de integração entre ciência e gestão, consolidando o PERD como um polo de conhecimento e inovação em prol da conservação da Mata Atlântica.

Durante três dias de apresentações e rodas de conversas, foram compartilhados resultados de estudos que abrangem diversas áreas da biodiversidade, incluindo flora, fauna, recursos hídricos e ecologia de ecossistemas. O encontro proporcionou um espaço de diálogo entre quem pesquisa, quem protege e quem vivencia o parque diariamente, fortalecendo a tomada de decisões baseadas em evidências científicas.

Para Vinícius Moreira, gestor do Parque Estadual do Rio Doce, a edição deste ano do seminário simboliza um ciclo de amadurecimento, aprendizado e diálogo entre protocolos de pesquisa e a pluralidade do parque.

“Agora, com o advento do nosso plano de pesquisa e do plano de manejo, que definiu claramente os recursos e valores fundamentais e os alvos de conservação, vejo que os pesquisadores compreenderam muito bem isso e vêm aperfeiçoando métodos e entregas práticas para atender as demandas da gestão. A ciência é o motor, a combustão que move essa grande máquina de produção de vida e biodiversidade que é o Parque do Rio Doce”, destacou Vinícius.

Entre os participantes, estava Lucas Barreto, coordenador do Projeto Tatu-canastra na Mata Atlântica, iniciativa do Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) que atua no monitoramento e proteção da espécie dentro e na área de entorno do PERD. Segundo ele, o seminário é um reflexo do crescimento conjunto entre pesquisadores e o próprio parque.

“Estamos aqui desde o primeiro seminário, em 2021, e ver como o evento cresceu e se tornou parte do calendário da gestão é muito gratificante. Nesta edição assistimos a novas pesquisas, apresentamos nossos resultados e vimos como o trabalho coletivo tem fortalecido a conservação das espécies da Mata Atlântica. Esperamos voltar no próximo ano com ainda mais descobertas e avanços”, celebrou o pesquisador.

Foram três dias de trocas, aprendizado e integração entre pesquisadores, gestores, condutores de turismo e parceiros comprometidos com a conservação da Mata Atlântica, todos unidos pelo propósito de fortalecer a ciência e a gestão do parque, transformando conhecimento em ação. Porque, quando a pesquisa e as pessoas caminham juntas em prol da conservação, a natureza agradece.

O presidente e fundador do ICAS, Arnaud Desbiez, destaca que o PERD é uma verdadeira joia da biodiversidade e que ver tantas pessoas reunidas para protegê-lo é emocionante. Ele também celebrou a evolução do seminário ao longo dos anos, que hoje reúne uma variedade crescente de pesquisas e profissionais dedicados à conservação, fortalecendo ainda mais o trabalho realizado no parque.

“Foi uma alegria enorme participar do quinto seminário. Lembro do primeiro, há cinco anos, quando apenas quatro projetos foram apresentados. Agora, passamos três dias imersos em uma diversidade de pesquisas — plantas, peixes, árvores, mamíferos —, todas voltadas à conservação. As discussões foram riquíssimas, os trabalhos de alta qualidade e a integração entre pesquisadores, gestores e condutores de turismo trouxe uma energia inspiradora.”

Com o encerramento desta quinta edição, o Seminário de Pesquisas Integradas reafirma o compromisso do Parque Estadual do Rio Doce em fortalecer a ciência aplicada à conservação, estimulando a troca de saberes e a colaboração entre instituições, pesquisadores e comunidades locais.

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